Economia do desperdício, ecologia da destruição: historiografia, ambientalismo e o debate político contemporâneo

Autores

  • Diogo de Carvalho Cabral Universidade Federal do Rio de Janeiro

Palavras-chave:

História ambiental, Historiografia brasileira, Economia colonial, Movimento Ambiental

Resumo

O artigo propõe-se a (re) discutir, num sentido mais amplo, as relações entre a História Ambiental e os movimentos ambientais. Para isto, faz-se necessária uma análise crítica da historiografia nacional clássica, em particular daqueles autores (como Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Júnior) que serviram de maior inspiração para os historiadores ambientais do final do século XX e início do XXI. Esta linhagem de pensamento, identificada como a “noção da perdularidade ecológica da socioeconomia colonial”, vem sendo desafiada, nos últimos anos, por alguns estudiosos que assumem uma posição mais interacionista e antropocêntrica. Defende-se que é nos termos deste movimento revisionista que a História Ambiental deve renegociar o diálogo com os diversos tipos de ativismo político-ecológico.

Biografia do Autor

Diogo de Carvalho Cabral, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Mestre em História Social pelo PPGHIS/UFRJ.

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Publicado

2007-12-04

Edição

Seção

Artigo