Semelhanças de família nos usos de 'bom'

Darlei Dall'Agnol

Resumo


Aplica-se, neste artigo, o conceito de semelhanças de família para esclarecer os diferentes usos do conceito ‘bom’, em especial, os usos relativos e absolutos. A partir do estabelecimento de diferentes jogos-de-linguagem morais (normativos, avaliativos etc.), mostra-se que há um significado focal que permite negar que Wittgenstein tenha se tornado um relativista ético. Nesse sentido, ‘bom’ refere-se ao intrinsicamente valioso que permite qualificar um ato como moral ou imoral e a partir disso se deve ou não ser feito.


Palavras-chave


Wittgenstein; ética; semelhanças de família; bom

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.5007/1677-2954.2016v15n2p216

 

 

 

 

 

ethic@. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 1677-2954

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