A violência do evento: ontologia, ética e política em Zizek

Autores

  • Thiago Mota Professor dos Cursos de Graduação e Pós-graduação em Filosofia da Universidade Estadual do Ceará. Doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Ceará. https://orcid.org/0000-0002-2285-5013

DOI:

https://doi.org/10.5007/1677-2954.2021.e77553

Palavras-chave:

Agonística, Ideologia, Reviravolta ontológica, Pacifismo, Paralaxe

Resumo

O artigo apresenta as linhas-mestras da ontologia do filósofo esloveno Slavoj Zizek, a fim de compreender sua singular concepção de violência, bem como as respectivas consequências éticas e políticas. Para ele, a violência não é necessariamente destrutiva, pois há uma forma produtiva de violência: a violência transcendental, que implica tanto a quebra das coordenadas quanto a construção das condições de possibilidade para a emergência de um evento novo. Todavia, embora chegue a formular, com base nos exemplos de Sócrates, Jesus e Gandhi, a ideia de um pacifismo violento, Zizek não distingue entre antagonismo e agonística e, assim, perde de vista a possibilidade estratégica de um pacifismo agonístico.

Biografia do Autor

Thiago Mota, Professor dos Cursos de Graduação e Pós-graduação em Filosofia da Universidade Estadual do Ceará. Doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Ceará.

Professor dos Cursos de Graduação e Pós-graduação em Filosofia da Universidade Estadual do Ceará. Doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Ceará.

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Publicado

2021-12-16