Trocas dialógicas de saberes nas artes e ciências com pessoas da meia-idade e idosas em tempos de pandemia da Covid-19
DOI:
https://doi.org/10.5007/1807-0221.2022.e85669Palavras-chave:
Envelhecimento Ativo, Direitos Humanos, Covid-19, AlteridadeResumo
O programa de extensão aqui relatado voltou-se para uma demanda que se apresentou com o isolamento físico decorrente da pandemia da Covid-19: o desenvolvimento de ações remotas dedicadas à educação em saúde, às artes, bem como à democratização das tecnologias educacionais e sociais endereçadas à população de meia-idade e idosa. Visando potencializar o desenvolvimento e bem-estar de cidadã(o)s em contexto de isolamento físico, promoveu-se à comunidade interna e externa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) o acesso a bens culturais de modo a fortalecer o vínculo com a sociedade, sobretudo, a população mais vulnerável no cenário pandêmico, a saber, as pessoas da meia-idade e idosa(o)s. Deste modo, foram sistematizadas ações inclusivas e intergeracionais engajadas na Educação em Direitos Humanos, bem como voltadas ao envelhecimento ativo, à transformação social, à emancipação e a um patamar civilizatório ancorado na Justiça e nas relações de alteridade, articulando ensino, pesquisa e extensão. Considera-se que o Programa de Educação na Perspectiva da Inclusão, das Tecnologias e Alteridade - Partilhas nas Artes e nas Ciências com pessoas da meia-idade e idosas contemplou áreas atreladas às diretrizes do modelo contemporâneo de promoção de envelhecimento ativo preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) ao compartilhar saberes por meio de uma ação pedagógica virtual, com vistas à promoção de ações inclusivas direcionadas à população idosa, endereçadas à divulgação científica, à educação e a fruição na perspectiva das relações de alteridade.
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