Letramento e formas de resistência à economia escriturística

Autores

  • Leda Verdiani Tfouni Universidade de São Paulo
  • Anderson de Carvalho Pereira Universidade de S. Paulo

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-8412.2009v6n2p67

Palavras-chave:

Letramento, Raciocínio lógico, Economia escriturística

Resumo

Este texto examina inicialmente concepções acerca do letramento, da escolaridade e da alfabetização que excluem os não-alfabetizados da possibilidade de raciocinar logicamente. Em seguida, apresenta evidências discursivas de que essa visão é equivocada. Comparando o genérico da premissa maior do silogismo com genéricos que ocorrem na atividade linguageira de uma contadora de histórias não-alfabetizada e também um texto escrito por um interno de um hospital psiquiátrico, concluímos que existem formas alternativas ao discurso lógico altamente letrado. Discutimos que tais formas não são levadas em consideração pela escola, mas apresentam lugares de resistência à economia escriturística dominante.

Biografia do Autor

Leda Verdiani Tfouni, Universidade de São Paulo

linguista, mestre em aquisição da linguagem pela U. of California, Santa Barbara, USA; dra. em linguística pela UNICAMP (IEL); Livre docente e Associada pela USP. Professora Titular do departamento de psicologia da USP de Ribeirão Preto. Pesquisadora do CNPq.

Anderson de Carvalho Pereira, Universidade de S. Paulo

Mestre e doutorando em psicologia (área: Análise do Discurso) pela FFCLRP-USP, bolsista da FAPESP.

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Publicado

2010-04-16

Edição

Seção

Artigo