Sobre a nasal palatal da base e os vocábulos terminados em –inho

Cíntia da Costa Alcântara

Resumo


Este estudo concerne aos vocábulos não derivados do português que portam a soante palatal como tamanho, medonho, manha, e às suas formas derivadas em -inho(a) (cf. tama[i)]nho (~ tamaninho), medo[i)]nho (medoninho?), ma[i)]nha (maninha?)). Defende-se que em tais contextos existem evidências acerca da informação da nasal palatal da forma base, a exemplo do diminutivo de ranho, o qual não é confundido com o diminutivo de raio. Interpreta-se, pois, à luz de Wetzels (1997; 2000), a manutenção do traço nasal em vocábulos derivados, cujas formas base carregam esse fone, como uma evidência da nasal geminada. Utiliza-se o software PRAAT, versão 5.3 (BOERSMA e WEENINCK, 2013) para tentar explicar esse fenômeno sob o enfoque da fonética acústica. Os resultados obtidos acenam para a relevância de uma análise experimental, a fim de que hipóteses teóricas sejam testadas.


Palavras-chave


Análise acústica; fonologia não-linear; morfologia

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DOI: https://doi.org/10.5007/1984-8412.2014v11n1p69

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