Modelos mentais no discurso jornalístico e do Facebook: a (re)produção de saberes sobre o caso #OcupeEstelita

Autores

  • Laura Jorge Nogueira Cavalcanti Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-8412.2016v13n2p1185

Palavras-chave:

Discurso, Modelos Mentais, Sociocognição

Resumo

Neste trabalho examinamos comentários em resposta a uma postagem do Movimento #OcupeEstelita no Facebook e duas matérias jornalísticas para compreender as relações cognitivo-discursivas construídas entre diferentes grupos sociais. Partimos da perspectiva sociocognitiva proposta por Van Dijk (2010, 2012), examinando as estratégias de categorização (LAKOFF, 1987; LANGACKER, 1987), nominalização e referenciação (MONDADA; DUBOIS, 2003), bem como a organização das informações nas notícias (VAN DIJK, 1988), a fim de recuperar os modelos mentais construídos sobre o Movimento, seus representantes e as questões sociais levantadas. Observamos que o discurso da grande mídia jornalística tende a uma conceptualização pejorativa do Movimento; que o Movimento posiciona-se como guardador de interesses sociais-democráticos; e que os comentários no Facebook tendem a reproduzir os mesmos modelos de evento elaborados pela grande mídia. Notamos, portanto, o papel da conceptualização através do discurso na (re)produção de saberes caros à convivência social, postos em jogo neste embate discursivo.

Biografia do Autor

Laura Jorge Nogueira Cavalcanti, Universidade Federal de Pernambuco

Doutoranda no curso de pós-graduação em Linguística pela Universidade Federal de Pernambuco.

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Publicado

2016-07-03

Edição

Seção

Artigo