O “destino do homem” no discurso sobre a ecologia e o consumo consciente

Autores

  • Paula Chiaretti Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem, Universidade do Vale do Sapucaí
  • Milena Maria Sarti Faculdade de Tecnologia e Ciência

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-8412.2017v14n2p2128

Palavras-chave:

Discurso ecológico, Subjetividade, Consumo

Resumo

Apoiadas na Psicanálise e na Análise de Discurso, buscamos observar como o discurso sobre a ecologia (discurso ecológico) antecipa as coordenadas de uma subjetividade atual, colocando em funcionamento sentidos de um “consumidor consciente”, que, por sua vez, ao se filiar à lógica de “gestão do eu” (autônomo e não-dividido), coaduna-se com uma subjetividade consumidora e autorreferente. Podemos afirmar que esse discurso ligado à ecologia promove, por um lado, a incitação ao consumo e, por outro, a culpabilização do sujeito consumidor que deve impor limites a si e, por decalque, impô-los também ao "sem limites" que se extrai da mestria do discurso capitalista e sua forma de interpelação.

Biografia do Autor

Paula Chiaretti, Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem, Universidade do Vale do Sapucaí

Docente do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem, da Universidade do Vale do Sapucaí (pouso ALegre-MG), Doutora em Ciências (área Psicologia) pela Universidade de São Paulo em 2013, Membro-fundador de Lalíngua - Espaço de Interlocução em Psicanálise.

Milena Maria Sarti, Faculdade de Tecnologia e Ciência

Professora titular do Curso de Psicologia, da Faculdade de Tecnologia e Ciência (Jequié-BA), Doutora em Ciências (área Psicologia) pela Universidade de São Paulo em 2011.

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Publicado

2017-06-23

Edição

Seção

Artigo