Revisão: Seqüestro de carbono realizado por microalgas e florestas e a capacidade de produção de lipídios pelas microalgas

Silvana Ohse, Roberto Bianchini Derner, Renata Ávila Ozório, Paulo César Roberto Cunha, Claudia Pavan Lamarca, Márcia Estevão dos Santos, Leonardo Brantes Bacellar Mendes

Resumo


A elevacão da temperatura média do planeta, ou seja, o aumento do efeito estufa, é resultante do acúmulo de gases capazes de reter calor. Um dos principais gases de efeito estufa (GEE) é o dióxido de carbono (CO2), resultante do processo de decomposição da matéria orgânica e de todo e qualquer processo de combustão. Segundo especialistas, o aumento do efeito estufa pode causar sérias alterações climáticas e, com isso, ambientais, por essa razao, tem-se buscado estimular o seqüestro de carbono. Seqüestrar carbono tem como significado adotar medidas que visem a absorção do excesso de CO2 da atmosfera, fixando-o, preferencialmente na forma orgânica. Embora a fixação de carbono seja realizada por todos os seres fotossintetizantes é, nos oceanos, que se dá em maior ntensidade. Por essa razão, buscou-se fazer urn levantamento sobre a capacidade de seqüestro de carbono por microalgas, tanto de água doce quanto de ambiente marinho, comparando-a com as florestas, atentando também ao seu potencial de produção de lipídios, uma vez que, há grande preocupação em encontrar fontes potenciais para produzir biodiesel, visando minimizar o use de combustíveis fósseis, buscando com isso reduzir as emissões de CO2.

Palavras-chave


Microalgas; seqüestro de carbono; produtividade; ácidos graxos; biodiesel.

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