Dossiê "100 anos de metamorfose – Rádio e inovação" recebe artigos até 30 de outubro

Dossiê: 100 anos de metamorfose – Rádio e inovação.

Edição EJM: Volume 17 nº 2 (2020/2)

Pioneiro meio eletrônico de comunicação, o rádio se comporta como uma metamorfose desde os seus primórdios, que remontam às primeiras experiências da Rádio Clube de Pernambuco, a partir de 1919. Pensado inicialmente como radiotelegrafia sem fios, voltado para a radiocomunicação ponto a ponto, afirma-se nos anos 1920 como radiodifusão, comunicação ponto-massa. Além de atuar como espaço central de representação midiática, funda a própria ideia de tempo real, graças à transmissão de eventos e aos relatos jornalísticos construídos minuto a minuto. Na chamada “fase do espetáculo”, entre os anos 1930 e 1950, foi o eixo da vida cultural e social brasileira. Perdeu centralidade com o avanço da TV e, mais recentemente, da internet, mas ganhou as ruas com o transístor e se tornou quase ubíquo com a incorporação às mais diversas plataformas digitais, seguindo relevante no ecossistema midiático.

Centenário, o rádio hoje é um meio expandido, transbordando das ondas hertzianas para diversos suportes e dispositivos, articulando-se com empresas de tecnologias da informação e fabricantes de equipamentos eletrônicos. Está nos velhos receptores a pilha e nos sistemas de som analógico, presentes em quase 70% dos lares brasileiros, bem como nos painéis de automóveis, no computador, nos telefones móveis, tablets, tocadores multimídia, smart speakers, mídias sociais, ao vivo e sob demanda, em múltiplas temporalidades, linguagens e estéticas. O Brasil é o segundo país com mais emissoras em atividade no mundo: são mais de 9 mil, atrás apenas dos EUA, com cerca de 20 mil. Ainda assim, o rádio enfrenta uma série de obstáculos num mercado cada vez mais competitivo.. Entre eles, a falta de dados confiáveis (o peso do setor no Produto Interno Bruto foi calculado uma única vez, pela Fundação Getúlio Vargas, em 2008) e de informações qualitativas sobre suas audiências.

Nesse contexto, a revista Estudos em Jornalismo e Mídia lança chamada de contribuições para o dossiê “100 anos de metamorfose – Rádio e inovação”. Entre os tópicos de interesse, encorajamos contribuições que ajudem a lançar luz sobre os seguintes temas:

Reconfiguração das esferas da produção, da veiculação e da escuta na indústria da radiodifusão sonora; Podcasting, web rádios, rádio digital, rádio via satélite, serviços de rádio social, mensageiros instantâneos – novos espaços de circulação de conteúdos radiofônicos; Rádio no contexto do big data; Participação da audiência e diversidade de vozes no radiojornalismo e no rádio musical; Programação, segmentação, curadoria – rearticulações entre radiofonia e indústria fonográfica; Gestão e regulação da radiofonia; Historiografia do rádio no Brasil; Teorias e estudos radiofônicos em busca de especificidades; Metodologias de pesquisa radiofônica; Criação sonora, rádio-arte, experimentações estéticas; Ativismo radiofônico – rádios livres, comunitárias, alternativas e outros modelos sem fins lucrativos; Cem anos de transformações e inovação – que rádio se desenha para o futuro?

Editores convidados: Valci Zuculoto (UFSC), Marcelo Kischinhevsky (UFRJ) e Debora Cristina Lopez (UFOP)

Datas importantes:

Envio de artigos: até 30 de outubro de 2019

Respostas dos editores aos autores: até 30 de novembro de 2019

Publicação da edição: segundo semestre de 2020.

ATENÇÃO: Na página de rosto dos artigos ou nos comentários aos editores deverão constar a informação “Dossiê “100 anos de metamorfose – Rádio e inovação”. Informações adicionais, formatação e submissões, acesse: https://periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/about/submissions#onlineSubmissions