Mujeres periodistas bajo ataque: violencia de género y riesgos en la cobertura política brasileña durante el gobierno de Bolsonaro

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-6924.2024.101418

Palabras clave:

Periodismo, Género, Violencia, Política, Cultura profesional

Resumen

Este artículo tiene como objetivo analizar casos de violencia contra mujeres periodistas en el sector político durante el gobierno del ex presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), evaluando testimonios de experiencias profesionales. Según datos del Informe sobre Violencia contra Periodistas y Libertad de Prensa en Brasil, en 2022, Bolsonaro (PL) fue responsable de 147 de 430 casos de violencia contra periodistas, es decir, el 34,19% de las agresiones. Por tanto, el objetivo general es analizar los impactos profesionales y personales en la vida de mujeres periodistas que sufrieron agresiones como consecuencia de su cobertura periodística. Desde una perspectiva cualitativa, se realizaron entrevistas semiestructuradas a cuatro periodistas. El análisis se basó en tres ejes: perfil, violencia y consecuencias de la violencia. Además, se utilizó una metodología bibliográfica para construir un diálogo entre las entrevistas y los textos relacionados con el periodismo, el género y la violencia. De las entrevistas quedó claro cómo la violencia contra las mujeres periodistas está vinculada a cuestiones de género y misóginas.

Biografía del autor/a

Maria Catharina Iavorski Edling, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Maria Catharina Iavorski Edling é mestranda em Jornalismo e graduada em Jornalismo
pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. E-mail: mariacatharina18@gmail.com .
Orcid: 0009-0008-9280-2882. Neste texto, Catharina é responsável pela pesquisa e pela redação do texto
que originou artigo, resultado de seu trabalho de conclusão de curso.

Karina Janz Woitovicz, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Karina Janz Woitovicz é professora do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da
Universidade Estadual de Ponta Grossa. Coordena o grupo de pesquisa Jornalismo e
Gênero. É bolsista de Produtividade em Pesquisa CNPq - PQ2 (2021-2024). Foi
coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Estadual
de Ponta Grossa (2016-2018). E-mail: karinajw@gmail.com . ORCID: 0000-0002-7644-8560.
Neste artigo, Karina foi responsável pela orientação e supervisão do estudo.

Paula Melani Rocha, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Paula Melani Rocha é professora do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade
Estadual de Ponta Grossa. Coordena o grupo de pesquisa Jornalismo e Gênero. É bolsista de
Produtividade em Pesquisa CNPq - PQ2 (2023-2026). Foi coordenadora do Programa de Pós-
Graduação em Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (2018-2020). E-mail:
paulamelani@gmail.com . ORCID: 0000-0001-5525-6650. Paula é coordenadora da pesquisa em
que este estudo se insere. Também foi responsável pela supervisão.

Felipe Simão Pontes, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Felipe Simão Pontes é professor do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade
Estadual de Ponta Grossa., e está na coordenação do Programa desde 2024. Também é professor do
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais Aplicadas. Coordena o grupo de pesquisa
Jornalismo, Conhecimento e Profissionalização. Presidente da Associação Brasileira de
Pesquisadores em Jornalismo (2023-2025). E-mail: fspontes@uepg.br . ORCID: 0000-0003-1377-
2272. Felipe foi responsável pela revisão final do texto e sua adequação para esta publicação.

Citas

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Publicado

2024-12-30