O oligopólio privado das comunicações como herança arbitrária do Estado brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.5007/1984-6924.2009v6n2p161Resumo
Analisa a trajetória do setor de mídia no Brasil, detendo-se particularmente nas relações entre o Estado e as empresas privadas que se tornaram os principais agentes do sistema de comunicação. Procura demonstrar que a atual estrutura de mercado e a dinâmica da concorrência foram conformadas, em grande parte, pela forte intervenção do Estado. Além de optar por um modelo privado, o Estado construiu ao longo do tempo diversos mecanismos que limitaram a livre concorrência e praticamente determinaram, a priori, vencedores e vencidos. Entende a atual estrutura de oligopólio privado como uma herança arbitrária para com a sociedade. Diante disso, em uma linha de advogacy, credita ao Estado um papel ativo no processo de reconfiguração do setor, sobretudo a partir da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), no sentido de apresentar posições e executar ações que contribuam para corrigir as distorções historicamente criadas.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Os autores retêm os direitos autorais e direitos de publicação sobre suas obras, sem restrições.
Ao submeterem seus trabalhos, os autores concedem à revista Estudos em Jornalismo e Mídia o direito exclusivo de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution (CC BY) 4.0 International. Essa licença permite que terceiros remixem, adaptem e criem a partir do trabalho publicado, desde que seja dado o devido crédito de autoria e à publicação original neste periódico.
Os autores também têm permissão para firmar contratos adicionais, separadamente, para distribuição não exclusiva da versão publicada do trabalho neste periódico (por exemplo: depositar em repositório institucional, disponibilizar em site pessoal, publicar traduções ou incluí-lo como capítulo de livro), desde que com reconhecimento da autoria e da publicação inicial na Estudos em Jornalismo e Mídia.
