Jornalismo e guinada subjetiva

Marcio Serelle

Resumo


 

A recuperação do “eu” em narrativas jornalísticas contemporâneas, cujo efeito de verdade se dá, entre outros aspectos, pelo testemunho, concebe um modo de relação com os eventos em que o sujeito implicado no relato desvela elementos – seja na distinção do exótico ou na proximidade do olhar autóctone – que frequentemente escapam à percepção objetiva. Este artigo retoma, criticamente, os aspectos condicionantes da objetividade na narrativa jornalística e analisa, à luz da guinada subjetiva, principalmente a obra Gomorra, de Roberto Saviano, sua vinculação entre vida e circunstância. Evocando Pasolini em sua fase corsária, Saviano constrói, em sua denúncia contra a Camorra, reflexão sobre a necessidade de intervenção do intelectual na sociedade em que vive, reivindicando a parcialidade da verdade ao entrecruzar, na reportagem, experiência, afetividade e informação.


Palavras-chave


Jornalismo; Subjetividade; Narrativa; Gomorra; Obra de Roberto Saviano

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.5007/1984-6924.2009v6n2p33

(Est-s Jorn. Mid.), Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSNe 1984-6924.

Licença Creative Commons