Compreender e ultrapassar as dificuldades de avaliação académica da qualidade da televisão
DOI:
https://doi.org/10.5007/1984-6924.2013v10n2p304Resumo
As dificuldades de análise da qualidade na televisão são inegáveis: a televisão é uma indústria cultural com uma produção gigantesca, um carácter nacional forte, diferentes formatos institucionais (serviço público, tipos de difusão, cabo, satélite, Internet) e uma vocação para gerar todo o tipo de conteúdos. A maioria dos membros do mundo universitário que gravitam em torno dos estudos culturais, mediáticos e de televisão esquivaram-se ou até recusaram-se a dedicar-se a esse exercício de avaliação, o que está longe de estar em conformidade com a concepção segundo a qual o mundo da investigação foi investido pela sociedade desde há dois milénios para avaliar criações culturais nos outros domínios do conhecimento. Neste texto, tento analisar várias causas desta dificuldade ou recusa de avaliação pelos universitários: a instabilidade conceptual de uma “televisão de qualidade”; os domínios de predilecção (programação, escolhas das audiências) ou evitadas (análise textual); a “impossibilidade” de tratar teoricamente a questão da qualidade em televisão; as atitudes neopopulistas ou conservadoras a respeito dos conteúdos.Downloads
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