Imprensa e Golpe de 1964: entre o silêncio e as rememorações de fatias do passado

Autores

  • Marialva Carlos Barbosa Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-6924.2014v11n1p7

Resumo

 O texto procura mostrar a atuação da imprensa no período ditatorial brasileiro inaugurado em 1964, no qual ações de cooptação conviveram, lado a lado, com estratégias de resistência. Aborda as estratégias memoráveis dos jornalistas que, no futuro, constroem enredos narrativos sobre a ação da imprensa de forma a produzir uma memória comum do grupo, privilegiando determinadas imagens nas quais se sobressaem os valores profissionais. Mostrando a complexidade das relações entre imprensa e poder durante o período, enfatiza ainda que alguns processos históricos de transformação do jornalismo brasileiro – exacerbação das estratégias de modernização da imprensa e valorização do jornalismo interpretativo – têm como momento deflagrador a adoção de novos critérios redacionais e editoriais implantados em função da censura.

Biografia do Autor

Marialva Carlos Barbosa, Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ

Professora Titular de Jornalismo da Universidade Federal Fluminense (UFRJ) e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da mesma universidade. Doutora em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF) é, atualmente, vice-presidente da INTERCOM. Pesquisadora 1D do CNPq.

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Publicado

2014-05-04

Edição

Seção

Núcleo Temático