Imprensa brasileira historicamente fragiliza a democracia
DOI:
https://doi.org/10.5007/1984-6924.2019v16n2p177Resumo
Nas redes sociais e nos sites de crítica de mídia, os artigos produzidos por Sylvia Moretzsohn se espalham amplamente. Parte deste sucesso vem do tom denso e certeiro com que analisa a relação entre jornalismo e contexto político brasileiro. Outra parte advém da urgente análise que os assuntos abordados por ela suscitam, quando tudo parece confuso no calor da emergência dos acontecimentos. Esta capacidade de análise argumentativa sobre a relação de mútua-afetação entre universos midiático e social é fruto de uma longa experiência em pesquisa. Academicamente, a professora de Jornalismo da Universidade Federal Fluminense (UFF) escreveu sobre assuntos diversos que envolvem a profissão, como criminologia, ética, transformações tecnológicas, mundo do trabalho. Na sua tese de doutoramento, Pensando contra os fatos. Jornalismo e cotidiano - do senso comum ao senso crítico (2006), discutiu a necessidade de o jornalismo fomentar o que ela chama de um “novo senso comum”, que questiona e analisa criticamente a realidade aparente. Atualmente, além de pesquisadora do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), realiza estudo de pós-doutorado na Universidade do Minho, em Portugal. Lá, investiga a formação das crenças e convicções nas bolhas virtuais e como isso afeta o jornalismo. Nesta entrevista, enfatizamos a discussão sobre a temática deste dossiê, Qualidade no Jornalismo, Democracia e Ética. O intuito foi entender o papel do jornalismo e da imprensa e seus dilemas na construção dos contextos político e social brasileiros na atualidade.
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