O Papel do Jornalismo Impresso na Ficção: Função Social da Gazeta de Tambury na Série After Life da Netflix

Autores

  • Juliana Fernandes Teixeira Universidade Federal do Piauí
  • Allysson Viana Martins Universidade Federal de Rondônia

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-6924.2021.e70601

Palavras-chave:

Função social do Jornalismo, After Life, Netflix

Resumo

Este artigo investiga a função social do jornalismo por meio da Gazeta de Tambury, representação ficcional de um veículo impresso local e gratuito, numa pequena cidade do Reino Unido, na série After Life, com produção e veiculação da Netflix. Com subtexto que aborda questões como o jornalismo como empresa e a rotina produtiva de um jornal, observamos a relação do jornalista protagonista com o modesto jornal em que trabalha, bem como a relevância do veículo para a sua comunidade e o seu público-alvo, os idosos. Além dos aspectos administrativos, profissionais e deontológicos abordados, é possível destacar um eixo mais geral problematizado pela série: o esforço individual dos profissionais para que o jornalismo se renove, sobretudo a partir da relação entre os repórteres Tony, veterano, e Sandy, novata.

Biografia do Autor

Juliana Fernandes Teixeira, Universidade Federal do Piauí

Doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (Salvador/Brasil) e em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior (Covilhã/Portugal), por meio do regime de co-tutela entre as duas instituições. Atualmente, é professora do Departamento de Comunicação Social e do Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da Universidade Federal do Piauí. É integrante do Grupo de Pesquisa em Comunicação, Economia Política e Diversidade (COMUM-UFPI). Também integra, como pesquisadora colaboradora externa, o Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-line (GJOL-UFBA) e o Grupo de Pesquisa Mídia, Jornalismo Audiovisual e Educação (MJAE-UFRJ). Mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina e graduada em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. 

Allysson Viana Martins, Universidade Federal de Rondônia

Professor de Jornalismo e coordenador do COMtatos - Grupo de Pesquisa em Espaços e Temporalidades Comunicacionais da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Já recebeu prêmios no EXPOCOM e no PIBIC, como estudante e como professor orientador. É coordenador do IJ08 - Estudos Interdisciplinares da Comunicação do INTERCOM. Doutor e Mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com estágio doutoral no Laboratoire Communication et Politique du Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS). Jornalista pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde foi por dois anos bolsista PIBIC. É autor do livro "Jornalismo e Guerras de Memórias nos 50 Anos do Golpe de 1964" (no prelo) e do e-books "Crossmídia e Transmídia no Jornalismo" (2011) e "Afrodite no Ciberespaço" (2010), este uma coorganização. Interessa-se por temas como mídia, cibercultura, jornalismo, jornalismo digital, narrativas jornalísticas, história e memória.

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Publicado

2022-01-03