A persistência das iniquidades raciais no ingresso de servidores nas universidades federais
DOI:
https://doi.org/10.1590/1982-0259.2025.e106765Palavras-chave:
ação afirmativa, raça, serviço público, universidade federal, interseccionalidadeResumo
Este artigo propõe uma análise sobre a política de cotas raciais para ingresso de servidores nas universidades federais, discutindo os limites da aplicação e da eficácia da Lei nº 12.990/2014. Para tanto, realiza-se levantamento bibliográfico sobre o campo de estudos de ações afirmativas, com destaque às políticas de cotas no serviço público, cotejando-o com referencial teórico sobre estudos étnico-raciais no país. Apresentamos, por fim, um levantamento de dados raciais e de gênero de servidores/as, disponibilizados por cinco universidades federais em seus sites oficiais. Os resultados demonstram que as pessoas brancas são sobrerrepresentadas em todas as instituições pesquisadas, sobretudo entre docentes, mas também, em menor grau, entre os técnicos-administrativos. O dado racial cruzado pelo gênero revelou a presença ínfima de mulheres negras entre docentes, em percentuais que são inferiores a 5% dessa categoria, figurando entre as mais sub-representadas no interior dos dois grupos já sub-representados: mulheres e negros.
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