O fetiche como mercadoria: eficácia e vampirismo na era do capitalismo cognitivo
DOI:
https://doi.org/10.1590/1982-0259.2026.e107416Palavras-chave:
Capitalismo cognitivo, tecnologias digitais (TDs), fetichismo, trabalho imaterial, exploraçãoResumo
Resumo: O presente artigo analisa o impacto das tecnologias digitais (TDs) nas relações de produção e reprodução da vida na dimensão do capitalismo cognitivo, sob a perspectiva do materialismo histórico-dialético. Objetiva demonstrar como a apropriação capitalista transforma conhecimento, comunicação, afetos e emoções em recursos produtivos, intensificando a exploração. Utiliza método exploratório baseado em categorias marxistas como fetiche, subsunção real do trabalho e teoria do valor, aplicadas ao contexto das plataformas digitais e da inteligência artificial. Os resultados revelam que as TDs aprofundam o fetichismo, ocultando o trabalho vivo sob a aparência de autonomia algorítmica, enquanto convertem atividades cotidianas em fontes de valor não remunerado. Conclui que, embora as TDs potencializem a produtividade, sua lógica mercantilizada reforça a dominação, exigindo resistências que reivindique o comum digital como alternativa à apropriação privada.
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