Desafios éticos e políticos da luta de classes e o mito da democracia racial em Florestan Fernandes

Autores

  • Kátia Regina de Souza Lima Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.1590/1982-02592017v20n3p353

Palavras-chave:

Capitalismo dependente, Luta de Classes, Democracia racial

Resumo

O artigo tem como objetivo analisar as formulações de Florestan Fernandes sobre o mito da democracia racial brasileira e problematizar os dados recentes sobre desemprego, encarceramento e homicídios no Brasil com base na referida fundamentação teórica. Trata-se de uma análise bibliográfica e documental derivada de projeto de pesquisa desenvolvido em uma rede de pesquisadores da área da Educação. Conclui que um dos desafios éticos e políticos para a ruptura com o capitalismo encontra-se na crítica ao mito da democracia racial que, encobrindo a intolerância racial e mantendo uma superpopulação excedente excluída ou incluída de forma subalternizada no mercado de trabalho, expressa a sua funcionalidade na ordem burguesa, particularmente em um país capitalista dependente como o Brasil.

Biografia do Autor

Kátia Regina de Souza Lima, Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro

Possui graduação em Serviço Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1986), mestrado em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1993) e doutorado em Educação pela Universidade Federal Fluminense (2005). Atualmente é professora adjunto da Escola de Serviço Social e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense.

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Publicado

2017-10-11

Edição

Seção

Espaço temático