A participação autogestora e o cancelamento da subsunção real do trabalho no capital

Vilma Margarete Simão

Resumo


O artigo aborda as influências das trajetórias ocupacionais na formação de grupos de associados e na gestão do trabalho cooperado, a partir de três experiências de cooperativas de produção, localizadas em cidades industrializadas do estado de Santa Catarina. Para a análise, utiliza-se da categoria de participação autogestora e da leitura marxiana acerca da categoria de superpopulação relativa, trabalhador coletivo e subsunção real do trabalho. A análise longitudinal mostra que, nas trajetórias ocupacionais, é presente o evento de desemprego e de não inserção no mercado de trabalho, e que, motivados por eventos externos, os trabalhadores mudam da condição de integrantes da superpopulação relativa para associados de cooperativas de produção. Quanto à organização do trabalho, há tendência para a reprodução da experiência já vivida na empresa empregadora.


Palavras-chave


Trajetória; Subsunção real; Divisão do trabalho; Participação autogestora; Trajectory; Real subsumption; Division of labor; Self-managed participation

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DOI: https://doi.org/10.1590/S1414-49802009000200002

R. Katál. Florianópolis, Santa Catarina, Brasil eISSN: 1982-0259  

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