As bases materiais do ser social a partir de A ideologia Alemã

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.1590/1982-0259.2024.e00614

Palabras clave:

Materialismo histórico, crítica da filosofia idealista, bases materiais do ser social

Resumen

Escrita por Marx e Engels entre 1845 e 1846, A ideologia alemã teve como objetivo acertar as contas com a filosofia idealista hegeliana, incluindo nesse acerto sua versão neo-hegeliana e o materialismo contemplativo de Ludwig Feuerbach. Trata-se do escrito em que, pela primeira vez na história da filosofia, foram explicitados os pilares do materialismo histórico. À luz de reflexões em torno da obra em questão, o artigo procura trazer elementos que explicitam a peculiaridade da concepção materialista do ser social instaurada pela dupla de pensadores alemães. Para tanto, buscam-se subsídios nos Manuscritos econômico-filosóficos de 1844, na Introdução Geral de 1857, e nos argumentos de comentadores como György Lukács, José Chasin e Ronaldo Vielmi, visando demonstrar que A ideologia alemã marca a superação decisiva de Marx e Engels do idealismo hegeliano, bem como da filosofia idealista em geral, inaugurando um novo ponto de vista baseado na humanidade social.

Biografía del autor/a

Sandra Rodrigues dos Santos, Universidade Federal de Juiz de Fora

Assistente Social pela UFVJM. Mestre e Doutoranda em Serviço Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora Membro do Dýnamis - Grupo de Pesquisa em Teoria Social Crítica PPGSS/UFJF.

Citas

CHASIN, J. Marx: estatuto ontológico e resolução metodológica. São Paulo: Boitempo Editorial, 2009.

FORTES, R. V. Trabalho e Gênese do Ser Social na “Ontologia” de George Lukács. 2001. 202 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2001.

FORTES, R. V. Da “coisa da lógica” à “lógica da coisa”: a inflexão da ontologia no pensamento do jovem Marx. Sapere Aude, v. 9, n. 18, p. 40–60, 2018. Disponível em: https://periodicos.pucminas.br/index.php/SapereAude/issue/view/1064. Acesso em: 20 jul. 2023.

HOBSBAWM, E. J. (org.). História do Marxismo. v. I. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.

LUKÁCS, G. Ontologia do Ser Social: os princípios ontológicos fundamentais de Marx. São Paulo: Ciências Humanas, 1979.

MARX, K. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Boitempo Editorial, 2004.

MARX, K. Grundrisse: manuscritos econômicos de 1857–1858: esboços da crítica da economia política. São Paulo: Boitempo; Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2011. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5668741/mod_resource/content/1/MARX_%20Grundrisse%20Manuscritos%20Econ%C3%B4micos%20%281%29.pdf. Acesso em: 29 maio 2024.

MARX, K. O capital: crítica da economia política. Livro III. São Paulo: Boitempo, 2017. Disponível em: https://doceru.com/doc/n88v0vv. Acesso em: 29 maio 2024.

MARX, K.; ENGELS, F. A ideologia alemã. 6. ed. São Paulo: Hucitec, 1987.

MÉSZÁROS, I. Filosofia, ideologia e ciência social: ensaios de negação e afirmação. São Paulo: Boitempo, 2008.

SILVA, M. G. Concepção materialista e dialética da história desde A ideologia alemã. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL LUTAS SOCIAIS NA AMÉRICA LATINA, 5., 2013, Londrina. Anais [...]. Londrina: UEL, 2013. p. 144–154.

SILVA, M. G. da. A concepção da história desde A ideologia alemã. In: OLIVEIRA, E. A. de; LAMAS, F. G. (org.). Ciências humanas e pensamento crítico: um caminho para Marx. 1. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2015. v. 1. p. 33–43.

Publicado

2024-12-09