Reception and social inclusion of Haitian immigrants in Florianópolis (SC): psychosocial perspectives

Authors

  • Giovanna Botini Zortea UFSC
  • Lucienne Martins Borges Université Laval (Québec, Canada)
  • Allyne Fernandes Oliveira Barro Université Laval (Québec, Canada)

DOI:

https://doi.org/10.1590/1982-0259.2025.e106025

Keywords:

Reception, Social inclusion, Imigration, Florianópolis (SC)

Abstract

The national scenario points to an increase in border crossings by individuals seeking better living conditions. This reality has individual and collective implications, as it affects people, communities and global geopolitics. This theoretical essay aims to discuss the reception and social inclusion conditions provided to Haitian immigrants in Brazilian territory, specifically in the Greater Florianópolis region. To this end, the article disagrees with its central points based on the historical contextualization of migration policies in Brazil; the scenario of the Haitian diaspora heading to host country and its particularities; and finally, the conditions of social inclusion and psychic repair within the Florianópolis region. From the discussion it is clear that the psychological, social and political coping measures addressed to this population are deficient in the national territory, culminating in few coping strategies that become effective over the long term, especially those involving reception. and social inclusion.

References

ALTO COMISSARIADO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA REFUGIADOS (ACNUR). Cambio climático, desastres naturales y desplazamiento humano: la perspectiva del ACNUR. 2009. Disponível em: http://www.acnur.org/biblioteca/pdf/6936.pdf?view=1. Acesso em: 03 set. 2023.

AZEVEDO, C. M. M. de. Onda negra, medo branco: o negro no imaginário das elites do século XIX. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987.

BARROS, A. F. O. Da alteridade à condição precária: CRAI-SC e a construção de políticas públicas para imigração na região de Florianópolis. 2022. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, [S. l.], 2022.

BARROS, A. F. O. MARTINS-BORGES, L. (2018). Reconstrução em Movimento: Impactos do Terremoto de 2010 em Imigrantes Haitianos. Psicologia: Ciência e Profissão [online], 38. doi.org/10.1590/1982-3703003122016.BRASIL. Lei n° 6.815, de 19 de agosto de 1980. Define a situação jurídica do estrangeiro no BRASIL, cria Conselho Nacional de Imigração. Brasília, DF: Presidência da República, [1980]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6815.htm. Acesso em: 02 ago. 2023.

BRASIL. Lei nº. 13.445, de 24 de maio de 2017. Institui a Lei de Migração. Brasília, DF: Presidência da República, [2017]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13445.htm. Acesso em: 02 ago. 2023.

BAENINGER, R.; PERES, R. Migração de crise: a migração haitiana para o Brasil. Revista Brasileira de Estudos de População [on-line], v. 34, n. 1, p. 119–143, jan./abr. 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbepop/a/MzJ5nmHG5RfN87c387kkH7g/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 03 set. 2023.

CARNEIRO, S. Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil. São Paulo: Selo Negro, 2011.

DEMÉTRIO, N. B.; BAENINGER, R.; DOMENICONI, J. de O. S. Imigração haitiana no Brasil: questão humanitária e reunião familiar. REMHU: Revista Interdisciplinar Da Mobilidade Humana, v. 31, n. 67, p. 177–195, 2023. DOI https://doi.org/10.1590/1980-85852503880006711

FAGUNDES, L. M.; SPAREMBERGER, R.; LOCH, A. S. O utilitarismo na política migratória brasileira: a luta por direitos humanos dos migrantes. Revista Direitos Culturais Santo Ângelo, v. 13, n. 31, p. 355–377, 2018. DOI http://dx.doi.org/10.20912/rdc.v13i31.2871

FAVERO, E.; SARRIERA, J. C.; TRINDADE, M. C. O desastre na perspectiva sociológica e psicológica. Psicologia em Estudo [on-line], v. 19, n. 2. p. 201–209, abr./jun. 2014. DOI https://doi.org/10.1590/1413-737221560003

FERENCZI, S. Confusão de língua entre os adultos e a criança. In: FERENCZI, S. Obras Completas: Psicanálise IV. São Paulo: Martins Fontes, 1933/1992.

GODOY, G. G. de. O caso dos haitianos no Brasil e a via da proteção humanitária complementar. In: RAMOS, A. de C.; RODRIGUES, G.; ALMEIDA, G. A. (org.). 60 anos de ACNUR: Perspectivas de futuro. [S. l.]: CL-A Cultural, 2011. p. 15–44.

GONZALEZ, L. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, Intervenções e Diálogos. Rio Janeiro: Zahar, 2020.

GRUPO DE APOIO A IMIGRANTES E REFUGIADOS EM FLORIANÓPOLIS (GAIRF). Novos Imigrantes e Refugiados na Região da Grande Florianópolis: observações preliminares sobre suas experiências e demandas, Florianópolis, 24 jun. 2015. Disponível em: https://imigrafloripa.wordpress.com/2015/06/24/novos-imigrantes-e-refugiados-na-regiao-da-grande-florianopolis-observacoes-preliminares-sobre-suas-experiencias-e-demandas/. Acesso em: 03 set. 2023.

HANDERSON, J. Diáspora: as dinâmicas da mobilidade haitiana no Brasil, no Suriname e na Guiana Francesa. 2015. 430 p. Tese (Doutorado em Antropologia Social) – Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, 2015. Disponível em: https://www.migrante.org.br/wp-content/uploads/2015/05/Diaspora_Haitiana_tese_Joseph_Handerson.pdf. Acesso em: 03 set. 2023.

HASENBALG, C. Discriminação e desigualdades raciais no Brasil. Rio de Janeiro: Graal, 1979.

INDURSKY, A. C.; CONTE, B. de S. Reparação psíquica e testemunho. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 37, n. esp., p. 149–160, 2017. DOI https://doi.org/10.1590/1982-3703110002017

LUCENNA, L. L. de. O Brasil e a Minustah, ou a busca de novos parâmetros para uma política externa brasileira “altiva” e “ativa” em operações de paz das Nações Unidas. Século XXI, v. 5, n. 1, p. 129–149, 2014. Disponível em: https://seculoxxi.espm.br/xxi/article/download/68/70/176. Acesso em: 15 abr. 2024.

MACHADO, G. da S.; BARROS, A. F. O.; MARTINS-BORGES, L. A escuta psicológica como ferramenta de integração: Práticas clínicas e sociais em um Centro de Referência de Atendimento a Imigrantes em Santa Catarina. REMHU: Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana, v. 27, n. 55, p. 79-96. 2019.

MARTINS-BORGES, L. (2013). Migração involuntária como fator de risco à saúde mental. REMHU: Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana, 21(40), 151-162.

MATA, I. M. Raça e antiescravismo no Caribe espanhol: o ativismo de Antonio Maceo e Ramón Emeterio Betances. Revista Brasileira de História, v. 4, n. 86, p. 13–37, 2021. DOI https://doi.org/10.1590/1806-93472021v41n86-01

NÜSKE, A. G. G.; MACEDO, M. M. K. Migração haitiana: o sujeito frente ao (re)encontro com o excesso. Psicologia USP, v. 30, n. 1, p. 01–11, 2019. DOI https://doi.org/10.1590/0103-6564e180081

PUSSETTI, C.; BRAZZABENI, M. Sofrimento social: idiomas da exclusão e políticas do assistencialismo. Etnográfica, v. 15, n. 3, p. 467–478, 2011. DOI https://doi.org/10.4000/etnografica.1036

RAFALOSKI, A. R.; ZEFERINO, M. T.; FORGEARINI, B. A. O.; FERNANDES, G. C. M.; MENEGON, F. A. Saúde mental das pessoas em situação de desastre natural sob a ótica dos trabalhadores envolvidos. Saúde em Debate, v. 44, n 2, p. 230–240. 2020. DOI https://doi.org/10.1590/0103-11042020E216

SILVA, G. J.; CAVALCANTI, L.; OLIVEIRA, T.; COSTA, L. F. de L.; MACEDO, M. Refúgio em Números. 6. ed. Observatório das Migrações Internacionais; Ministério da Justiça e Segurança Pública/Comitê Nacional para os Refugiados. Brasília, DF: OBMigra, 2021.

VÉRAN, J.-F.; NOAL, D. da S.; FAINSTAT, T. Nem refugiados, nem migrantes: a chegada dos haitianos à cidade de Tabatinga (Amazonas). Dados, v. 57, n. 4, p. 1007–1041, out./dez. 2014. DOI https://doi.org/10.1590/00115258201431

Published

2025-11-02