Delírios I – Agonia e experiência (jogos de vida e morte)

Autores

  • Vinícius Nicastro Honesko Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7917.2010v15n1p176

Palavras-chave:

Agonia, jogo, experiência, jogo de vida e morte, Calvário

Resumo

O presente ensaio pretende expor uma idéia de agonia como jogo de vida e morte no qual imerge o artista no ato de criação. A partir das leituras e conceituações do termo jogo em Johan Huizinga e em Roger Caillois, mostra como tais idéias são importantes para compreender a experiência humana diante do incompreensível que é a morte. Aponta como a agonia inspira no poeta, principalmente na modernidade, uma distância em relação às certezas do conhecimento, implicando uma leitura etimológica do termo experiência, isto é, como ex periri, (aqui, também, jogo de vida e morte). Por fim, procura ver como os traços desse jogo – uma eterna luta – sutilmente se mostram nos pânicos de Murilo Mendes e de Paul Gauguin, artistas nos quais a consciência dessa luta é atravessada pela imagem do lugar por excelência da agonia: o Calvário.

 

Biografia do Autor

Vinícius Nicastro Honesko, Universidade Federal de Santa Catarina

Mestre em Filosofia do Direito pela UFSC, doutorando em Teoria Literária também pela UFSC, bolsista CAPES.

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Publicado

2010-07-16

Como Citar

HONESKO, V. N. Delírios I – Agonia e experiência (jogos de vida e morte). Anuário de Literatura, [S. l.], v. 15, n. 1, p. 176-191, 2010. DOI: 10.5007/2175-7917.2010v15n1p176. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/2175-7917.2010v15n1p176. Acesso em: 13 maio. 2021.

Edição

Seção

Ensaios