Morrer pela pátria? Notas sobre identidade nacional
DOI:
https://doi.org/10.5007/%25xResumo
O presente artigo analisa a questão das identidades culturais sufocadas durante o período de formação do Estado nacional. A ênfase na unidade nacional bloqueou o reconhecimento da diversidade cultural. O apelo a morrer pela pátria aparece em quase todos os hinos nacionais da América Latina. A literatura nacional na época do romantismo exaltava a exuberância da natureza e privilegiava os textos de utilidade instrumental à formação nacional. No caso do Brasil, onde não houve guerra pela independência nacional, o papel da natureza foi sobrevalorizado em detrimento da história e reaparece hoje misturado à consciência ecológica da necessidade de preservação ambiental. O artigo retoma o tema da identidade nacional, agora à luz do processo de globalização, e mostra como o enfraquecimento atual do Estado-nação acarreta o ressurgimento de identidades culturais sufocadas durante o período de formação e consolidação do Estado nacional. A estrutura básica do Estado nacional criada pelo Tratado de Vestfália em 1648 – territorialidade, soberania e autonomia – está desmoronando, e diversos arranjos de governança global estão sendo institucionalizados. Em decorrência, as noções de pátria e identidade nacional perdem sua dimensão política e tornam-se uma referência puramente culturalDownloads
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