Artigo: Da unidade natural à instabilidade dos híbridos: implicações conceituais da crise ambiental sobre a separação moderna entre ciência e política.
DOI:
https://doi.org/10.5007/%25xResumo
Na atualidade, na medida em que práticas de conservação e preservação ambientais buscam internalizar uma natureza frágil e finita, a imagem moderna de processo civilizador sofre modificações. Este visava a organizar um exterior selvagem, cuja utilização para as finalidades humanas poderia ser estendida infinitamente. Quando as lutas humanas não se dão contra um exterior desordenado, mas no interior da sociedade, os limites utilizados pela Modernidade a fim de separar sociedade e natureza perdem sua força inicial. No presente artigo, tentaremos analisar as implicações desse acontecimento sobre ciência e política, práticas que, dispostas na Modernidade em terrenos distintos, interpenetram-se na atualidade em torno das questões ambientais. Para isto, em primeiro lugar, analisaremos a importância que a exterioridade do mundo natural teria assumido para a Modernidade. Em seguida, nos ocuparemos da crise instaurada sobre a repartição entre competências científicas e políticas, para então propor uma mudança no modelo de representação moderno.Downloads
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