Território, certificação de procedência e a busca da singularidade: o caso do Café do Cerrado

Autores

  • Antonio César Ortega Universidade Federal de Uberlândia.
  • Clésio Marcelino Jesus UF Uberlândia

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7984.2011v10n19p305

Resumo

Este artigo analisa a experiência do arranjo produtivo territorial organizado pelos cafeicultores do oeste do estado de Minas Gerais (Brasil), que, por meio de suas associações de produtores municipais, constituíram o Conselho das Associações dos Cafeicultores do Cerrado Mineiro (Caccer), que obteve, em 2005, o reconhecimento da Indicação Geográfica de seu café, e pôde passar a emitir a Certificação de Procedência Café do Cerrado. Desde então, cabe ao Caccer atestar a qualidade da produção de seus filiados que atendam às especificações exigidas por aquela certificação. O Café do Cerrado constituiu-se, assim, na primeira região de origem produtora de café demarcada do país. O sucesso daquela cafeicultura está ligado à constituição de um arranjo produtivo territorial rural, bastante institucionalizado, cuja inserção nos mercados nacional e global é cada vez mais expressiva. Porém, há que se reconhecer que esse processo tem causado diferenciação entre os produtores, entre os que têm e os que não têm conseguido acompanhar as exigências estabelecidas pela certificação de origem.

Biografia do Autor

Antonio César Ortega, Universidade Federal de Uberlândia.

Professor Associado III do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia

Clésio Marcelino Jesus, UF Uberlândia

Doutorando em Economia na Universidade Federal de Uberlândia, pesquisador do Núcleo de Estudos Rurais do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia. Email: clesiomj@yahoo.com.br.

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Publicado

2011-10-29

Edição

Seção

Artigos