Políticas públicas de desenvolvimento rural no Brasil: o dilema entre inclusão produtiva e assistência social

Ademir Antonio Cazella, Adinor José Capellesso, Monique Medeiros, Andréia Tecchio, Yannick Sencébé, Fábio Luiz Búrigo

Resumo


Nas duas últimas décadas, estabeleceu-se uma evidente dicotomia entre as políticas de caráter

produtivo e aquelas destinadas à assistência social das unidades agrícolas familiares no Brasil.
Este artigo tem por objetivo analisar esse processo de dualização das principais políticas públicas destinadas à agricultura familiar, elaborando um panorama quantitativo dos seus resultados. Do ponto de vista metodológico, a análise se apoia sobre o número de agricultores beneficiados pelas políticas de reforma agrária, crédito rural, mercados institucionais de alimentos, previdência social rural e transferência de renda. Os principais resultados deste estudo indicam que o apoio econômico para as atividades produtivas da agricultura familiar brasileira tem se concentrado nas camadas intermediárias e consolidadas inseridas nos mercados. Em paralelo, a maior parte dos agricultores familiares é relegada ao assistencialismo social, não integrando as agendas de trabalho das principais organizações profissionais agrícolas.


Palavras-chave


Agricultura Familiar; Inclusão Socioprodutiva; Não Recurso

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7984.2016v15nesp1p49

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