Processos cognitivos e lingüisticos da gênese das línguas de sinais: Emergência e desenvolvimento das línguas de sinais primárias (LSP) praticadas por indivíduos surdos sem contato com uma comunidade surda A

Ivani dos Santos Souza Fusellier

Resumo


A análise linguística das criações gestuais estabelecidas por indivíduos surdos não fazendo parte de uma comunidade surda e vivendo integrados em ambiente ouvinte testemunha o fato de que seres humanos, sem acesso direto à um modelo linguístico, são capazes de construir, por eles proprios, um sistema de comunicação gestual linguisticamente organizado. Este, baseado no canal visuo-gestual, parece satisfazer as funções centrais presentes na linguagem humana. Neste artigo, propomos traçar, de maneira sucinta, alguns princípios fundadores que governam estas criações gestuais. Em primeiro lugar, apresentaremos certos aspectos estruturais destes sistemas linguísticos, ilustrados por exemplos de um corpus vídeo de um locutor surdo brasileiro. Em seguida, tentaremos elucidar os fatores internos (processos cognitivos) e externos (integração social e influência do meio) que favorecem a construção destes sistemas linguísticos. Baseando-nos numa perspectiva semiogenética, demonstraremos de que maneira estes sistemas, situados numa eixo evolutivo, podem nos ajudar a compreender o processo inicial de constituição das linguas de sinais comunitarias.


Palavras-chave


Linguagem por sinais; Sign language

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PDFA


P.Vista, eISSN 2175-8050, UFSC, Florianópolis, SC, Brasil.

 

 

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