Condições de trabalho num universo profissional feminizado

Autores

  • Rosa Monteiro Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra Instituto Superior Miguel Torga - Coimbra https://orcid.org/0000-0002-2429-5590
  • Vivalda Freitas ISMT, Coimbra
  • Fernanda Daniel Institututo Superior Miguel Torga, Coimbra Centro de Estudos e Investigação em Saúde – CEISUC - Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; Avenida Dias da Silva, 165 - 3004-512 Coimbra https://orcid.org/0000-0002-2202-1123

DOI:

https://doi.org/10.1590/%25x

Palavras-chave:

Condições de Trabalho, Segregação Ocupacional, Mulheres, Riscos Profissionais

Resumo

Apresentam-se aqui os resultados de um estudo de caso sobre as condições de trabalho num universo profissional feminizado, e como são percecionadas por trabalhadoras e gestores. O estudo decorreu numa clínica privada de saúde e a metodologia incluiu entrevistas semiestruturadas e observação direta. Verificamos a proposição inicial exploratória de que a segregação sexual do trabalho explica as condições de trabalho nos sectores feminizados bem como as perceções dos atores sociais acerca delas. Os principais efeitos são a invisibilização das desigualdades e dos riscos psicossociais associados às condições de trabalho das mulheres, marcadas pela intensidade e carga, precariedade e não participação nas decisões, exigência de tarefas extracontratuais, exposição a agressões e assédio, intensidade emocional, não reconhecimento de competências, e correlativa desvalorização salarial.

Biografia do Autor

Rosa Monteiro, Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra Instituto Superior Miguel Torga - Coimbra

Doutorada em Sociologia, pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e Centro de Estudos Sociais. Prof. auxiliar do ISMT e investigadora do CES. Vice Presidente da Associação Portugesa de Estudos sobre as Mulheres. O tema transversal ao seu trabalho tem sido as relações sociais de género, especialmente nos domínios do trabalho, emprego, organizações e políticas públicas. Desenvolveu pesquisa sobre a construção das identidades de homens e mulheres nos locais de trabalho; as experiências de mães trabalhadoras face ao modelo de maternalização intensiva. mais recentemente, centrou a sua análise no domínio das políticas de igualdade, mainstreaming de género e organismos oficiais para a igualdade.Participou nos estudos de avaliação dos II e III Planos Nacionais para a Igualdade, e integra agora a equipa de avaliação da "Integração da perspetiva de género nos Fundos Estruturais: QREN e FEDER". Na sua dissertação de doutoramento, intitulada "Feminismo de Estado em Portugal: mecanismos, estratégias, politicas e metamorfoses", desenvolveu um estudo de caso sobre o principal organismo oficial para a igualdade e suas articulações com os movimentos de mulheres e outros atores políticos, na produção de políticas de igualdade.É consultora em diversos projetos de promoção de Planos para a Igualdade em Câmaras Municipais e ONG. Tem diversas publicações sobre os temas referidos.

Vivalda Freitas, ISMT, Coimbra

Mestre em Gestão de Recursos Humanos e Comportamento Organizacional.

Fernanda Daniel, Institututo Superior Miguel Torga, Coimbra Centro de Estudos e Investigação em Saúde – CEISUC - Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; Avenida Dias da Silva, 165 - 3004-512 Coimbra

Doutora em Psicologia (Desenvolvimento e Intervenção Psicológica); Investigadora no Centro de Estudos e Investigação em Saúde – CEISUC - Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Professora do Instituto Superior Miguel Torga na área da estatística e da metodologia. Último artigo em coletânea [Daniel, F., Guadalupe, S., Ribeiro. A., & Silva, A.G. (2013). Recursos na velhice: um estudo sobre a saúde física e as actividades da vida diária de idosos utentes do serviço de apoio domiciliário. In G. Cunha e R. Martins (Ed.), Estatística e Qualidade na Saúde. (pp.23-32). Lisboa: INE.]. Último artigo [Daniel, F., Simões, T. & Monteiro R. (2012). Representações sociais do “envelhecer no masculino” e do “envelhecer no feminino”. Revista Ex Aequo, 26, 13-26.].

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Publicado

2018-08-13

Edição

Seção

Artigos