“Tudo é sempre de muito!”: produção de saúde entre travestis e transexuais

Juliana Vieira Sampaio, Idilva Pires Germano

Resumo


Este estudo investigou como travestis e transexuais negociam com os espaços institucionalizados de saúde e quais práticas compreendem como produtoras de saúde. Foram
realizadas entrevistas com duas travestis e duas transexuais na cidade de Fortaleza, abordando
questões sobre local, forma e dificuldades do atendimento quando ficam doentes, suas práticas
de mudança corporal, entre outras. As informações obtidas foram discutidas a partir de uma
perspectiva foucaultiana e de uma teoria crítica sobre o gênero. Observamos que a saúde
entre as participantes está associada à construção de um corpo feminino belo, mesmo quando
implica recusa às prescrições médicas e risco pessoal. Concluímos que a demanda por saúde
de travestis e transexuais afasta-se das práticas de assistência propostas pelo Estado, que tem
adotado uma noção binária de sexo/gênero para pautar suas ações.


Palavras-chave


Saúde; Corpo; Gênero; Travestis; Transexuais

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.1590/%25x

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

 Licença Creative Commons
A Revista Estudos Feministas está sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional

 

Revista Estudos Feministas, ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.