Redefinindo as fronteiras do póscolonial. O feminismo cigano no século XXI

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DOI:

https://doi.org/10.1590/%25x

Palavras-chave:

Feminismo Romani, Gênero, Interseccionalidade, Raça, Pós-colonial

Resumo

Este texto pretende apresentar o fenômeno do feminismo romani (cigano) que, a partir do começo do século XXI, está se desenvolvendo em vários países europeus e das Américas com a intenção de empoderar as mulheres ciganas no seio das comunidades e da sociedade majoritária. Desenvolvendo uma perspectiva interseccional em termos de gênero, raça e classe, as autoras ciganas, ativistas e acadêmicas, se colocam em diálogo com as correntes feministas pós-coloniais, em particular, com o feminismo negro e chicano norteamericanos. Nesta ótica, o feminismo romani propõe uma redefinição das fronteiras do póscolonial, enfatizando novos espaços de subalternidade e de luta, e atravessando territórios geográficos-simbólicos que costumamos pensar como centrais e hegemônicos.

Biografia do Autor

Caterina Alessandra Rea, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira/UNILAB

Professora da UNILAB/Instituto de Humanidades e Letras/Campus dos Malês, Bahia. Área: Humanidades. Doutora em filosofia pela Université Catholique de Louvain. Trabalhou como assistente no Institut Supérieur de Philosophie/UCL na Bélgica e como chargée de cours na Universidade de Lille 3. Trabalhou como pós-doutoranda no Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Santa Catarina, no Núcleo Identidades de Gênero e Subjetividades. É autora de três livros: Desnaturaliser le corps. De l’opacité charnelle à l’énigme de la pulsion (2009), Psychanalyse san Oedipe. Antigone, genre et subversion (2010) e Corpi senza fronteire. Il sesso come questione política (2012), e de artigos em revistas científicas

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Publicado

2017-02-10

Edição

Seção

Artigos