Desvelando imagens: o visível e o indizível na pele que habitamos

Autores

  • Debora Breder Universidade Católica de Petrópolis
  • Paloma Coelho Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.1590/%25x

Palavras-chave:

Gênero e Mídia, Corpo, Sexualidade.

Resumo

Este artigo propõe uma reflexão sobre a teia de significados que entretecem a trama de A pele que habito, de Pedro Almodóvar (2011) – significados estes, não raro, contraditórios, que iluminam as zonas de sombra nas quais o pensamento tematiza a diferença. Primeiro, analisa-se o discurso explícito do filme, que versa sobre a plasticidade do corpo e a fluidez do gênero, demonstrando seu caráter construtivo ao se desvincular de categorizações fixas e essencialistas. A seguir, analisa-se o seu discurso implícito, considerando que todo filme, como produto de práticas sociais, é constituído também por um conjunto de ideias que escapam às próprias intenções do autor. Em última instância, trata-se de pensar em que medida o discurso implícito da trama constitui uma espécie de contra discurso em relação ao que o longametragem explicitamente proclama.

Biografia do Autor

Debora Breder, Universidade Católica de Petrópolis

Doutora em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense com estágio doutoral na École des Hautes Études en Sciences Sociales. Foi Professora Visitante junto ao Departamento de Sociologia e Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais. Pesquisadora do Grupo de Análises de Políticas e Poéticas Audiovisuais (GRAPPA/UFRRJ). Profª da UCAM.

Paloma Coelho, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Doutoranda em Ciências Sociais pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Pesquisadora do Grupo de Análises de Políticas e Poéticas Audiovisuais (GRAPPA/UFRRJ)

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Publicado

2017-10-23

Edição

Seção

Seção Temática: Gênero, Cinema e Audiovisual