Travestilidade às avessas – a desconstrução de uma “paródia” identitária

Autores

  • Luís Antonio Bitante Fernandes Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT https://orcid.org/0000-0002-0264-9984
  • Águeda Aparecida da Cruz Borges Universidade Federal de Mato Grosso
  • Rodolfo Pinheiro Bernardo Lôbo Universidade Federal de Mato Grosso

DOI:

https://doi.org/10.1590/%25x

Palavras-chave:

Desconstrução, Gênero, Sexualidade, Travestilidade, Identidade

Resumo

Neste artigo, fazemos uma discussão acerca das chamadas identidades de gênero,
dada a complexidade e a emergência à questão, principalmente, nos últimos tempos. O
propósito é explorar ambiguidades discursivas apresentadas no processo em que se identifica
uma travesti, residente na cidade de Barra do Garças/MT que, no discurso de percepção de si,
deixa marcas de estranhamento do próprio corpo. Sob o nosso parecer, tais marcas levam a
uma desconstrução de suas identidades, num movimento performático e contraditório no qual
se traveste de homem, mesmo se encontrando em um corpo masculino, não o reconhecendo.
Ao fazer uso de seu órgão sexual de nascimento, o faz na elaboração de estratégias de
sobrevivência. A fundamentação das análises são as teorias de gênero e queer, propostas de
desconstrução dos significados da sexualidade.

Biografia do Autor

Luís Antonio Bitante Fernandes, Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT

Professor Adjunto da Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT, lotado no Instituto de Ciências Sociais e Humanas do Campus Universitário do Araguaia - CUA. Área de atuação: Sociologia e Antropologia, com área especifica em estudos sobre Relações de Gênero, Sexualidade, Identidade, Masculinidade e Travestilidade; Mestre em Sociologia pela PUC-SP e Doutor pela UNESP/Ar.

Downloads

Publicado

2017-05-25

Edição

Seção

Artigos