Feminismos Subalternos

Luciana Maria de Aragão Ballestrin

Resumo


Especialmente a partir dos anos 1980, o encontro entre pós-colonialismo e feminismo trouxe importantes consequências práticas e teóricas para o entendimento da vida das mulheres sob o impacto – passado ou presente – do colonialismo. Uma das mais evidentes foi a geopolitização do debate feminista, inaugurado pela ideia de um feminismo terceiro-mundista e pós-colonial e que, atualmente, pode ser observado na tentativa de projetar um feminismo do sul e decolonial. O presente artigo possui dois objetivos teóricos principais: (a) demonstrar o antagonismo construído desde os anos 1980 entre o feminismo não ocidental e ocidental e (b) desenvolver um diálogo crítico com a versão contemporânea do feminismo decolonial latinoamericano em relação à noção de colonialidade de gênero. Proponho a noção de“feminismos subalternos” para a compreensão de um movimento paradoxal: a construção dos feminismos outros só é possível quando eles se subalternizam em relação ao próprio feminismo moderno. Como consequência, evidencia-se a tensão entre o limite da fragmentação de diferenças irreconciliáveis e a necessária cosmopolitização da agenda feminista.


Palavras-chave


Feminismo Pós-Colonial; Feminismo Descolonial; Colonialidade; Gênero

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Rev. Estud. Fem., ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.