A escrita da mulher/a escrita feminina na poesia de Maria Teresa Horta

Autores

  • Natália Salomé de Souza UFMT
  • Vinícius Carvalho Pereira Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

DOI:

https://doi.org/10.1590/%25x

Palavras-chave:

Escrita feminina, Diferença sexual, Maria Teresa Horta

Resumo

Na busca de uma escrita que falasse do corpo feminino pela própria mulher, encontramos a lírica de Maria Teresa Horta. Em seus poemas, a eu-lírica dá voz a um corpo feminino, de forma a desamarrá-lo do jugo patriarcal. Há, portanto, uma voz e escrita femininas que partem de uma imanência corporal manifestada, a princípio, na fala – no conceito de falar (como) mulher de Luce Irigaray – para então se concretizar na escrita – escrita feminina de Hélène Cixous. O percurso teórico aqui empreendido para análise literária dessa escrita é embasado no feminismo da diferença. Para Hélene Cixous e Luce Irigaray, teóricas do feminismo da diferença, com o empoderamento de sua linguagem, a mulher subverte o falogocentrismo, empoderando-se de si e fomentando uma nova possibilidade de articulação da mulher na arte e na cultura. Sob tal perspectiva, a poesia de Horta se torna libertária, na medida em que diz de um corpo que se escreve.

Biografia do Autor

Natália Salomé de Souza, UFMT

Doutoranda em Estudos Literários pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens da Universidade Federal de Mato grosso. Mestre em Literatura pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens da Universidade Federal de Mato grosso. Licenciada em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso.

Vinícius Carvalho Pereira, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Doutor e Mestre em Ciência da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Bacharel e Licenciado em Letras: Português/Inglês pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor do Departamento de Letras da Universidade Federal do Mato Grosso e credenciado como docente no Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem da UFMT. Atua principalmente nas seguintes áreas: Línguas Estrangeiras Modernas; Literatura Moderna e Contemporânea; Literatura, Mídia e Tecnologia; Semiologia; e Tecnologias Digitais na Educação. Atualmente, é coordenador pedagógico de inglês do programa Idioma sem Fronteiras na UFMT.

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Publicado

2018-08-13

Edição

Seção

Artigos