A escrita da mulher/a escrita feminina na poesia de Maria Teresa Horta

Natália Salomé de Souza, Vinícius Carvalho Pereira

Resumo


Na busca de uma escrita que falasse do corpo feminino pela própria mulher, encontramos a lírica de Maria Teresa Horta. Em seus poemas, a eu-lírica dá voz a um corpo feminino, de forma a desamarrá-lo do jugo patriarcal. Há, portanto, uma voz e escrita femininas que partem de uma imanência corporal manifestada, a princípio, na fala – no conceito de falar (como) mulher de Luce Irigaray – para então se concretizar na escrita – escrita feminina de Hélène Cixous. O percurso teórico aqui empreendido para análise literária dessa escrita é embasado no feminismo da diferença. Para Hélene Cixous e Luce Irigaray, teóricas do feminismo da diferença, com o empoderamento de sua linguagem, a mulher subverte o falogocentrismo, empoderando-se de si e fomentando uma nova possibilidade de articulação da mulher na arte e na cultura. Sob tal perspectiva, a poesia de Horta se torna libertária, na medida em que diz de um corpo que se escreve.

Palavras-chave


Escrita feminina; Diferença sexual; Maria Teresa Horta

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Rev. Estud. Fem., ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.