Construção de gênero, laços afetivos e luto em Paris Is Burning

Autores

  • Raquel Parrine Universidade de Michigan

DOI:

https://doi.org/10.1590/%25x

Palavras-chave:

Documentário, Transexualidade, Queer Afro-americanos, Queer Latinos, Política de Gênero

Resumo

O filme Paris Is Burning, de Jennie Livingston, tem suscitado críticas e elogios desde seu lançamento, em 1990. Seu retrato da cultura dos bailes no Harlem nos anos 80, a abordagem da sua singular economia de construção de gênero e as negociações que faz do cruzamento entre etnicidade e sexualidade inspiraram leituras desde o ativismo negro, o pós-estruturalismo e, mais recentemente, os estudos trans. Mas, além da questão da problematização da apropriação e da autoria, existem camadas do documentário que nos levam a refletir a respeito da construção de laços afetivos, de comunidade e da autonomia da agência de sujeitos marginalizados e sua resiliência em face da violência de gênero. Apesar da espetacularização oriunda dos bailes, o filme comunica dignidade de seus sujeitos e opera no espectador a experiência do luto, que propõe uma comunidade compartilhada que finalmente nos una apartir da diferença.

Biografia do Autor

Raquel Parrine, Universidade de Michigan

Mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo, doutoranda a área de Espanhol pelo Departamento de Línguas Românicas e Literaturas da Universidade de Michigan.

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Publicado

2017-10-23

Edição

Seção

Seção Temática: Gênero, Cinema e Audiovisual