Normalizar a existencia lésbica

Autores

  • Natalia Cabanillas Universidade Federal de santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.1590/%25x

Palavras-chave:

Ativismo LGTBI, Mulheres Negras, Sexualidade, Arquivo

Resumo

O presente artigo analisa as ressonâncias entre o ativismo de Free Gender – organização de mulheres negras lésbicas (Khayelitsha, Cidade do Cabo) e o art-ivismo LGTBI de Zanele Muholi (África do Sul). Discute-se quais são os recursos utilizados para a produção artesanal da existência lésbica, a sua normalização e individuação: de um lado, as participações e intervenções públicas de Free Gender nos espaços comunitários; e do outro, a produção de retratos e de cenas da intimidade – as séries fotográficas de Zanele Muholi Faces and Phases e Beloved. Por último, sublinha-se a dimensão subversiva de fundar o arquivo LGTBI e contestar o arquivo colonial com as suas múltiplas representações estereotipadas das sexualidades das mulheres negras.

Publicado

2016-09-19

Edição

Seção

Dossiê: Dinâmicas de Gênero e Feminismos em Contextos Africanos