"Quem mandou matar Marielle?" Uma conversa com Luyara Franco

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DOI:

https://doi.org/10.1590/1806-9584-2020v28n72525

Resumo

Em setembro de 2019, 550 dias após o assassinato de Marielle Franco, conversei com sua única filha, Luyara Franco, sobre a vida após o assassinato brutal de sua mãe em 14 de março de 2018. Eu e Marielle Franco éramos companheiros de lutas nos movimentos sociais do Rio de Janeiro e éramos filiados ao mesmo partido. Eu e Luyara nos conhecemos desde sua infância, pois ela acompanhava Marielle em muitos atos e atividades realizadas pelo partido ou demais movimentos sociais. O resultado da entrevista é uma conversa afetuosa e carinhosa entre duas pessoas que compartilham a dor da perda de Marielle Franco, obviamente em contextos e níveis completamente diferentes. Conversamos não somente sobre as dores da perda, mas também as dúvidas e incertezas quanto a ausência de respostas da investigação, a importância da influência que mãe e filha tinham uma na vida da outra nas no  reconhecimento enquanto mulher negra e nas lutas cotidianas e sobre as sementes de Marielle Franco. Ao final, Luyara Franco narra a luta dela e de sua família (tia e avós) em manter vivo o legado de Marielle Franco.

Biografia do Autor

Leonardo Ferreira Peixoto, Universidade do Estado do Amazonas Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Professor do Centro de Estudos Superiores de Tabatinga da Universidade do Estado do Amazonas. Doutor em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Líder do Grupo de Pesquisa Redes Indígenas: povos indígenas e redes educativas.

Referências

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Publicado

2020-12-18

Edição

Seção

Dossiê Inflexões feministas e agenda de lutas no Brasil contemporâneo