Escrita no féminin: os corpos/corpus em différance de Derrida e Preciado
DOI:
https://doi.org/10.1590/1806-9584-2026v34n196144Palavras-chave:
desconstrução, feminino, voz, gênero, fonofalogocentrismoResumo
A partir da desconstrução do fonofalogocentrismo encetada por Jacques Derrida, trazemos à baila (ou ao baile) uma coreografia sobre alguns termos de binômios rebaixados pela tradição metafísica Ocidental: o corpo, a escrita, o feminino. Baseado nisso, propomos que os filósofos Jacques Derrida e Paul Preciado desafiam o fonofalogocentismo e empenham uma “escrita no féminin” (no feminino, não feminina, não de mulher, não feminista, não dual, não oposicional, não hierarquizante), e portanto em différance. Na Literatura ou na Filosofia, a marca escrita sempre foi, supostamente, a do logos (o corpus), mas nunca a do corpo. Aqui, portanto, Derrida e Preciado serão lides a partir de seus corpos/corpus. Entram nesta dança a questão da voz e sua relação com a diferença sexual. Por fim, entendemos que os corpus em différance desses filósofos não estão desvencilhados das experiências vividas pelos seus corpos.
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