Os segredos da adoção e o imperativo da matriz bioparental

Autores

  • Fernando Silva Teixeira Filho Universidade Estadual Paulista

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-026X2010000100015

Palavras-chave:

Adoção, Heteronormatividade Compulsória, Estigmas, Psicologia e Estudos de Gênero

Resumo

Este trabalho pretende problematizar a vinculação entre os segredos da adoção e o que aqui proponho como matriz bioparental que, segundo nossa experiência no Projeto Laços de Amor: Adoção, Gênero, Cidadania e Direitos desenvolvido junto ao Departamento de Psicologia Clínica da UNESP, Assis, SP, reforçam o sofrimento, o estigma e a segregação que recaem sobre as pessoas adotadas ou que supostamente o serão. Nesse sentido, destacamos a cultura da adoção, reificadora de estigmas e crenças, como uma referência importante na construção da relação intersubjetiva existente entre pais/mães biológicos, adotivos e crianças adotadas na medida em que, a partir de um referente apoiado na matriz heteronormativa – que pressupõe uma organização continua entre sexo/gênero/desejo –, passa, por isso, a estabelecer a binária distinção entre filhos/as legítimos/as e ilegítimos/as conforme sua origem advinda ou não de “laços de sangue”.

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Publicado

2010-01-01

Edição

Seção

Artigos Temáticos