Corpo, imagem e registro colonial no Corazón Sangrante de Astrid Hadad

Maurício de Bragança

Resumo


Apresentaremos uma discussão acerca da apropriação do coração como um elemento alegórico de reconhecimento de uma identidade coletiva na América Latina. Através do cabaré contemporâneo da performer mexicana Astrid Hadad, de origem maya-libanesa, apontaremos uma crítica a uma política de controle e organização dos parâmetros de gênero. A experiência de colonização na América Latina foi pautada pelas estratégias de um discurso encaminhado pela utilização do coração como uma importante alegoria de apassivamento e subalternização, sobretudo da mulher. Em seu videoclipe Corazón Sangrante, assumindo as estratégias articuladas em torno do melodrama, Hadad se arma da ambiguidade própria da ironia para problematizar a discussão, apontando a permanência de um registro colonial no interior da cultura mexicana contemporânea.


Palavras-chave


Corpo; Imagem; Registro Colonial; Performance; Astrid Hadad

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DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-026X2011000200006

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Revista Estudos Feministas, ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.