O músculo estraga a mulher? A produção de feminilidades no fisiculturismo

Autores

  • Angelita Alice Jaeger Universidade Federal de Santa Maria
  • Silvana Vilodre Goellner Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-026X2011000300016

Palavras-chave:

Gênero, Esporte, Corpos, Feminilidades, Fisiculturismo

Resumo

Este texto analisa a relação entre a potencialização muscular e as representações de feminilidade que circulam em uma modalidade esportiva específica: o fisiculturismo. Ancorase nos estudos culturais e em vertentes do feminismo pós-estruturalista, estabelecendo um diálogo com a teorização de Michel Foucault. As análises indicam que no esporte há um investimento para que as atletas preservem atributos culturalmente relacionados a uma representação de feminilidade normalizada. No entanto, essa recomendação não as interpela da mesma forma: algumas são capturadas por esse discurso, outras reagem e resistem indicando que uma arquitetura corporal muscularmente potencializada não estraga a mulher. Ao contrário, mostra-se como outra feminilidade, tencionando, portanto, as representações binárias de gênero.

Biografia do Autor

Angelita Alice Jaeger, Universidade Federal de Santa Maria

Tem licenciatura em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, 1994), mestrado em Ciência do Movimento Humano (1997) pela mesma instituição e doutorado em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2009). É professora adjunta do Centro de Educação Física e Desportos da UFSM. Sustenta nos Estudos Feministas, de Gênero e Culturais pesquisas e estudos nas temáticas de corpo, relações de gênero e sexualidade no contexto das práticas corporais e esportivas. Coordena o Grupo de Pesquisa em Diversidade, Corpo e Gênero, registrado no CNPq.

Silvana Vilodre Goellner, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Licenciada em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, 1986), mestre em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 1993) e doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP, 1999), é professora na graduação e pós-graduação do curso de Educação Física da UFRGS. Coordena o Centro de Memória do Esporte, da Escola da Educação Física da UFRGS, e o GRECCO – Grupo de Estudos sobre Cultura e Corpo. É Pesquisadora Produtividade Pesquisa do CNPq.

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Publicado

2012-03-19

Edição

Seção

Seção Temática