O músculo estraga a mulher? A produção de feminilidades no fisiculturismo

Angelita Alice Jaeger, Silvana Vilodre Goellner

Resumo


Este texto analisa a relação entre a potencialização muscular e as representações de feminilidade que circulam em uma modalidade esportiva específica: o fisiculturismo. Ancorase nos estudos culturais e em vertentes do feminismo pós-estruturalista, estabelecendo um diálogo com a teorização de Michel Foucault. As análises indicam que no esporte há um investimento para que as atletas preservem atributos culturalmente relacionados a uma representação de feminilidade normalizada. No entanto, essa recomendação não as interpela da mesma forma: algumas são capturadas por esse discurso, outras reagem e resistem indicando que uma arquitetura corporal muscularmente potencializada não estraga a mulher. Ao contrário, mostra-se como outra feminilidade, tencionando, portanto, as representações binárias de gênero.


Palavras-chave


Gênero; Esporte; Corpos; Feminilidades; Fisiculturismo

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DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-026X2011000300016

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Revista Estudos Feministas, ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.