Nem todas querem ser Madonna: representações sociais da mulher carioca, de 50 anos ou mais

Autores

  • Cláudia da Silva Pereira Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
  • Germano Andrade Penalva Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-026X2014000100010

Palavras-chave:

Juventude, Gênero, Madonna

Resumo

O objetivo do presente trabalho é refletir sobre as representações sociais da mulher com 50 anos ou mais na cultura midiática. Se, por um lado, a cantora Madonna é celebrada como um dado modelo típico ideal de juventude e corpo para a sua idade, por outro, o que se encontra no discurso das cariocas de 50 anos consideradas “enxutas” nem sempre vai ao encontro desse imaginário social hegemônico e globalizado. Inspirada pelas relações entre as forças do contexto local e da homogeneização global, atuantes na construção simbólica das sociedades moderno-contemporâneas, empreende-se a uma comparação, respectivamente, entre a jovialidade da “garota de Ipanema” e o rejuvenescido “corpo de Madonna”. Metodologicamente, a escolha por um estudo antropológico, combinado com a análise do discurso midiático, busca explorar, entre outras questões, o entendimento da expressão “tenho idade, mas não sou velha” ou de como vêm a se autorreferenciar as mulheres rotuladas como “cinquentonas” e, ao mesmo tempo, “ageless”. Pretende-se, em suma, discutir o que é “ser jovem” na sociedade contemporânea, dentro da perspectiva de gênero, considerando-se, para tanto, dois modelos construídos a partir de representações locais e globais.

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Publicado

2014-05-30

Edição

Seção

Artigos