Traduções Polimétricas de Plauto: em Busca da Polimetria Plautina em Português

Rodrigo Tadeu Gonçalves

Resumo


Neste artigo pretendo partir da análise de propostas já existentes de traduções polimétricas da Comédia Nova latina de Tito Mácio Plauto (sec. III-II a.C.) a fim de propor traduções desse autor que procurem o mesmo efeito em português. Os exemplos analisados serão os das traduções das comédias Amphitruo, Aulularia e Captiui por Sir Robert Allison e das comédias Asinaria e Bacchides de Edward H. Sugden para o inglês (além de uma tradução recente do autor de comédia nova grega Menandro, proposta em 2001 por Maurice Balme). Os três tradutores empregam diferentes tipos de versos, frequentemente compostos de pés jâmbicos e trocaicos, seguindo a variação polimétrica encontrada nas comédias. Minha análise procurará defender esse tipo de tradução, inédita para esse gênero em português, a fim de verificar a viabilidade de se utilizar tipos de versos similares, em uma tentativa de manter o efeito de quebras rítmicas e usos de senários jâmbicos, septenários trocaicos e de metros líricos (versos específicos da tradição greco-latina dos gêneros trágico e cômico) em traduções de teatro em português. Para tanto, serão propostos e apresentados trechos de tradução de comédias de Plauto em metros variados em português.


Palavras-chave


Tradução poética; Polimetria; Comédia Nova

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DOI: https://doi.org/10.5007/1980-4237.2011n10p214

Sci. Trad., © 2005, UFSC, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 1980-4237

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