Jornalismo e literatura na internet

Marcos Palácios

Resumo


Desde 1995 eu tenho tentado dedicar pelo menos uma parte de minhas atividades acadêmicas e docentes a acompanhar o desenvolvimento paralelo, porém divergente de duas tipologias discursivas: o Jornalismo Online e a literatura de hiperficção, tendo experimentado com o ensino e produção de ambas e, especialmente, tentado fazer uma ponte entre as duas matrizes para entender as especificidades de cada uma delas, a partir de um esforço comparativo. Estabelecidos num mesmo momento no novo suporte midiático, e portanto sujeitos às mesmas possibilidades e limitações tecnológicas, o Jornalismo Online e a hiperficção seguem, ao longo destes dez anos, destinos bastante divergentes. Que explicações poderiam ser sugeridas para tal divergência? Como explicar o sucesso do webjornalismo, que se alastra pela Internet e multiplica modelos de disponibilização de notícias com utilização cada vez mais ampla das características específicas do suporte telemático (hipertextualidade, interatividade, multimidialidade, personalização, memória, atualização contínua), enquanto o texto ficcional em prosa parece estar em estagnação ou latência, não tendo ainda encontrado formas expressivas condizentes com seu desenvolvimento mais pleno no novo ambiente de produção possibilitado pelas redes telemáticas? Contrariamente à poesia, que se tem ambientado bastante bem na Internet, a hiperficção ainda não se enraizou no novo suporte. Por que? Essas são questões que norteiam o presente artigo.

Palavras-chave


Webjornalismo; Literatura de hiperficção; Redes telemáticas.

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x



Direitos autorais 2008 Marcos Palácios

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