Materialidades do texto: um percurso histórico

Aline Leal Barbosa

Resumo


http://dx.doi.org/10.5007/1807-9288.2015v11n1p263

Este artigo focalizará a questão da materialidade do texto e dos seus suportes, indissociável das suas condições de produção, transmissão e recepção. Para abordá-la, colocaremos em diálogo o pensamento de Jacques Rancière e de Roger Chartier. O primeiro parte do mito platônico do Fedro para fixar a dupla crítica que é feita à escrita: ser ao mesmo tempo muda e falante demais, e trata de uma nostalgia da presença, da letra órfã à procura de um pai, de um corpo em que encarnar. Chartier, por sua vez, confere ênfase às transformações das práticas de leitura no percurso do rolo ao códice e na mais recente revolução que consistiria no novo suporte representado pelas telas. 


Palavras-chave


Escrita; Suporte; Materialidade; Autor

Texto completo:

PDF/A

Referências


CHARTIER, Roger. A história cultural – entre práticas e representações. Trad. de Maria Manuela Galhardo. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 1990.

CHARTIER, Roger. A ordem dos livros: leitores, autores e bibliotecas na Europa entre os séculos XIV e XVIII. Trad. Mary Del Priore.Brasília: Editora UnB, 1994.

CHARTIER, Roger. Práticas da leitura. Trad. Cristiane Nascimento. São Paulo: Estação Liberdade, 1996.

CHARTIER, Roger. A aventura do livro – do leitor ao navegador. Trad. Reginaldo de Moraes. São Paulo: Editora Unesp, 1998.

CHARTIER, Roger. Cultura escrita, literatura e história. Trad. Ernani Rosa. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001.

CHARTIER, Roger. Do palco à página - Publicar Teatro e Ler Romances na Época moderna séculos XVI - XVIII. Trad. Bruno Feitler. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2002.

CHARTIER, Roger. Os desafios da escrita. Trad. Fulvia M. L. Moretto. São Paulo: Editora Unesp, 2002b.

DARNTON, Robert. “A leitura rousseauista e um leitor ‘comum’ do século XVIII”. In: CHARTIER, Roger (Org.). Práticas da leitura. Trad. Cristiane Nascimento. São Paulo: Estação Liberdade, 1996. p. 143-176.

ECO, Umberto. Obra aberta. Trad. Giovanni Cutolo. São Paulo: Perspectiva, 1991.

ECO, Umberto. Não contem com o fim do livro. Trad. André Telles. Rio de Janeiro: Record, 2009.

FIGUEIREDO, Vera Follain de. Narrativas migrantes: literatura, roteiro e cinema. Rio de Janeiro: Ed.PUC-Rio: 7 letras, 2010.

RANCIÈRE, Jacques. Políticas da escrita. Trad. Raquel Ramalhete et al. São Paulo: Editora 34, 1995.

STEINER, George. Nenhuma Paixão Desperdiçada. Trad. Maria Alice Máxima. Rio de Janeiro: Record, 2001.




DOI: http://dx.doi.org/10.5007/1807-9288.2015v11n1p263



Direitos autorais 2015 Aline Leal Barbosa (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Texto DigitalUniversidade Federal de Santa CatarinaFlorianópolisSanta Catarina, Brasil. ISSNe 1807-9288

 

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.