Vida e arte experimental na trajetória de Wilton Azevedo

Regina Lara Silveira Mello, Hugo Daniel Rizolli Moreira

Resumo


O artigo apresenta reflexões sobre a trajetória do artista, professor e pesquisador Wilton Azevedo desde sua produção nas artes gráficas, onde explorou a materialidade dos pigmentos naturais e papéis artesanais, até sua migração à tecnologia digital, constituindo um processo criativo que valorizou sobretudo a busca por linguagens hibridas. Pioneiro na pesquisa de novas possibilidades criativas, lançou-se no ciberespaço com autoimagem transformada, deixando brotar a poesia numa nova ambiência que renovou profundamente as relações consolidadas entre imagem, texto e som. Em diálogo com pensadores contemporâneos como Manovich, Chartier e Flusser, são levantados alguns conceitos fundamentais à compreensão da obra de Wilton Azevedo, como escritura digital expandida, poesia digital e outros experimentos, além da criação do Lhudi, Laboratório de Humanidades Digitais, que enchia de orgulho o professor-pesquisador. O autorretrato do artista é mostrado como um convite em forma homenagem, sugerindo o aprofundamento na obra deste grande artista.


Palavras-chave


Wilton Azevedo; Escritura Digital Expandida; Poesia Digital; Ambiência Digital; Códigos Da Arte

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.5007/1807-9288.2018v14n2p87



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