ARQUITETURA SALUTOGÊNICA, ENVELHECIMENTO E AMBIENTES DE SAÚDE:

INTERFACES ENTRE ACESSIBILIDADE, ERGONOMIA E NEUROCIÊNCIA

Autores

  • Ciro Férrer Herbster Albuquerque Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Zilsa Maria Pinto Santiago Universidade Federal do Ceará (UFC)

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8018.2026.e111528

Palavras-chave:

Ergonomia, Acessibilidade arquitetônica, Envelhecimento saudável, Gerontologia, Neurociências

Resumo

O envelhecimento populacional no Brasil exige a readequação dos ambientes assistenciais às demandas biopsicossociais da pessoa idosa. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, até 2029, a população com 60 anos ou mais superará a de 0 a 14 anos, intensificando a necessidade de adaptação desses espaços. Objetiva-se propor aplicações práticas da arquitetura salutogênica em ambientes de saúde a partir da articulação entre gerontologia, neurociência e arquitetura. A metodologia adotada foi uma revisão integrativa da literatura, com seleção de artigos científicos em inglês, revisados por pares, publicados entre 2019 e 2025. Dos 1.492 estudos inicialmente identificados, 12 atenderam aos critérios de elegibilidade. Os achados foram sistematizados em três eixos: (i) qualidade física e ergonômica, envolvendo aspectos de usabilidade, funcionalidade, segurança e proteção; (ii) qualidade sensorial e cognitiva, relacionada à orientação espacial, compreensão e fatores ambientais como iluminação, acústica, conforto térmico e qualidade do ar; e (iii) qualidade social, com ênfase em bem-estar e inclusão. Os resultados indicam que os ambientes de saúde podem atuar de forma ativa na manutenção e recuperação da saúde, desde que orientados por evidências científicas e concebidos em consonância com as especificidades do contexto regional, aprimorando tanto sua funcionalidade quanto sua relevância simbólica.

Biografia do Autor

Ciro Férrer Herbster Albuquerque, Universidade Federal do Ceará (UFC)

Arquiteto e Urbanista. Mestre em Arquitetura, Urbanismo e Design pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Pós-Graduado em Neurociência e Comportamento pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) | Estudos em Geriatria e Gerontologia | Neuroarquitetura — Neurociência aplicada à Arquitetura, Urbanismo e Design. Membro do Conselho Municipal do Direito da Pessoa Idosa (CMDPI), Fortaleza, Ceará. Membro do centro educacional da Academy Of Neuroscience for Architecture (ANFA ACE). Docente na Pós-Graduação de Gerontologia da Universidade de Fortaleza (UNIFOR).

Zilsa Maria Pinto Santiago, Universidade Federal do Ceará (UFC)

Arquiteta e Urbanista. Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela FAU/USP. Doutora em Educação pela Faced/UFC. Professora Associada do Instituto de Arquitetura, Urbanismo e Design (IAUD) na Universidade Federal do Ceará (UFC). Membro do corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura, Urbanismo e Design (PPGAU+D) na UFC. Pesquisadora colaboradora do Grupo de Pesquisa Ergonomia aplicada ao Ambiente Construído da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Especialização em Neurociências pelo IDE. Consultora em Acessibilidade e Desenho Universal. 

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Publicado

2026-06-26

Como Citar

Albuquerque, C. F. H., & Santiago, Z. M. P. (2026). ARQUITETURA SALUTOGÊNICA, ENVELHECIMENTO E AMBIENTES DE SAÚDE:: INTERFACES ENTRE ACESSIBILIDADE, ERGONOMIA E NEUROCIÊNCIA . Iberoamerican Journal of Industrial Engineering, 18. https://doi.org/10.5007/2175-8018.2026.e111528