Textilidade na performance Museu das Invasões (2023) de Emiliano Dantas: uma intervenção anti-utópica de futuro na memória colonial portuguesa
DOI:
https://doi.org/10.5007/2176-8552.2024.e100220Palavras-chave:
Dantas, textilidade, anti-utopia, performance, contra/de/colonialResumo
Neste artigo, propomo-nos a efetuar uma análise da performance Museu das Invasões, do artista e antropólogo brasileiro Emiliano Dantas, a partir da nossa experiência corporal e memorial no clube de estudantes Tivoli, em Zwickau, onde teve lugar em setembro de 2023. Após uma contextualização do Museu das Invasões no marco da performance contra/de/colonial em geral e na obra de Dantas em particular, examinaremos a aplicação metafórica e literal da ‘textilidade’ (Ingold, 2010) na performance como intervenção de futuro, desconstrutiva e anti-utópica na memória portuguesa do mal chamado “descobrimento”, que emergiu do utopismo renascentista e cujo legado perdura como herança e ferida colonial.
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